domingo, 21 de outubro de 2007
Estamos vivendo uma revolução verde?
Na opinião do jornalista americano Thomas Friedman, especialista em globalização e estudioso de temas ambientais, a resposta é: não, nós não estamos vivendo uma revolução verde. Estamos vivendo uma “bolha” verde.Vale a pena prestar atenção ao que ele diz.Friedman, autor do best-seller O Mundo é Plano, tem se dedicado nos últimos anos a analisar a crise do petróleo e seu impacto na economia mundial. Num encontro recente do Aspen Institute, uma organização internacional voltada para o desenvolvimento de líderes, ele fez uma apresentação crítica sobre a maneira como a sociedade está respondendo ao aquecimento global. Leia um trecho da palestra, publicado pela revista Atlantic:“Não sou cético em relação ao aquecimento global. Ele está acontecendo. Mas duvido que estejamos fazendo alguma coisa para detê-lo. As pessoas dizem que estamos no meio de uma revolução verde. Revolução verde, sei... Minha opinião é que estamos no meio de uma enorme “bolha verde. Vocês já estudaram as revoluções na história da humanidade? Já viram alguma em que ninguém sai perdendo? Assim é a revolução verde. Nela somos todos ganhadores. A Exxon [companhia petrolífera] é verde. Todo mundo é verde. Bem-vindos à revolução verde, onde ninguém sai perdendo.Para mim, esta não é a revolução verde. É a festa verde. Há 20 anos, há 15 anos, nós falávamos da revolução da tecnologia da informação. Você acha que ela não provocou dores por aí? Nem todo mundo ganhou com ela. Várias indústrias saíram perdendo. Não se iludam: está é a festa, e não a revolução, verde.”
Se correr, o bicho pega
Aconteceu. Após dois anos e 18 cortes, o BC interrompeu a queda do juro. Preocupado com o ritmo forte da economia e seu efeito sob os preços, o Copom decidiu, de forma unânime, manter a taxa em 11,25% ao ano. Seguindo o ritual de sempre, entidades da indústria e do comércio criticaram a manutenção dos juros. Abram Szajman, da Fecomércio SP, disse que os investimentos não virão enquanto a taxa não baixar para um dígito. Paulo Skaf, da Fiesp, afirmou que o Copom não entende a realidade. O economista do Iedi, Júlio Sergio Gomes de Almeida, ex-governo, disse que o BC “deu sinalização errada”.Chiadeira à parte, o mercado deve sofrer ajustes com a decisão. Como boa parte dos analistas esperava um corte de 0,25 ponto percentual, as maiores alterações devem ocorrer nas taxas futuras de juro. Vai ser difícil acertar a mão, já que, ao usar a palavra “pausa” em seu comunicado ao mercado, o BC teria indicado intenção de voltar a reduzir os juros futuros. Ou, nas palavras de Alexandre Povoa, da Modal Asset Management, reconhecido que o juro real de equilíbrio pode ser mais baixo.Outro efeito será sobre a taxa de câmbio. Como o Fed cortou os juros americanos para debelar a crise de agosto e, agora, o nosso Banco Central decidiu manter a Selic estável, a diferença entre as taxas externa e interna voltou a ficar apetitosa para o investidor internacional – o que significa que a enxurrada de dólares no mercado brasileiro vai se intensificar e, conseqüentemente, o preço da moeda americana tende a cair ainda mais.De cara, a Fiesp voltou a cobrar do governo medidas para conter a desvalorização do dólar e sua contrapartida óbvia, a valorização do real, que deixa as exportações brasileiras mais caras. Ontem mesmo, o BC teve de elevar suas compras de moeda no mercado para manter o dólar acima de R$ 1,80. Só na primeira quinzena de outubro, US$ 1,3 bilhão entrou no País.E o crescimento, como fica? Prejudicado. Antes mesmo de conhecer a decisão do BC, o FMI reduziu de 4,2% para 4% a estimativa de crescimento do País em 2008, como decorrência da crise do crédito nos EUA. Pelas contas do fundo, ela vai derrubar a expansão do PIB global de 5,2% para 4,8% no ano que vem. Pior: o FMI alerta para a ameaça de reaceleração da inflação nos países emergentes, em especial os da América Latina. O que significa que a margem de manobra de bancos centrais como o brasileiro é mínima. Se correr, o bicho inflacionário pega; se ficar, o bicho do crescimento anêmico come.
Jogo da polêmica
Receita Federal promete recolher um brinquedo da Estrela em que o suborno é a grande jogada.
Denise Ramiro - A Receita Federal começou o ano disposta a caçar “sonegadores” mirins. A primeira medida do órgão máximo de
fiscalização tributária do País em 2007 foi proibir a comercialização de um jogo de tabuleiros, indicado para crianças a partir de nove anos de idade. Motivo do veto: a Receita alega que o “Jogo da Fronteira”, produzido pela Estrela, ensina a garotada a subornar autoridades. Na brincadeira, os participantes atravessam uma fronteira imaginária controlada por um policial e, para entrar em outro País com a mercadoria (bananas, camisetas, cigarros, bebidas), precisam, muitas vezes, recorrer ao velho “jeitinho brasileiro”. Com o sinal verde da autoridade, o negociante pode comercializar seus produtos. Ganha quem tiver mais dinheiro no final do jogo. Os defensores do brinquedo acham a reação da Receita Federal exagerada. “Se é verdade que um jogo molda o comportamento das pessoas, então os educadores estão perdendo a oportunidade de usá-lo como ferramenta de ensino”, diz o empresário Sérgio Halaban que, ao lado de André Zats, assina a criação do Jogo da Fronteira. Eles são donos da SB Jogos, empresa que licenciou o produto para a Estrela. “De qualquer forma, esse veto é um problema entre a Estrela e a Receita”, afirma Halaban.
Precavida, a fabricante suspendeu as vendas do jogo no final do ano passado. A Receita, por sua vez, deve encaminhar nos próximos dias um pedido ao Ministério Público e à Polícia Federal para que determinem o recolhimento de eventuais unidades que ainda estejam sendo vendidas nas lojas. DINHEIRO procurou a Estrela e a Receita nesta primeira semana do ano e não encontrou porta-voz para falar sobre o assunto. “Se o jogo for tirado do mercado vai ser ruim. Se ficar só na polêmica vai ser bom”, diz Halaban. Por enquanto, o placar está favorável aos inventores. Duas das principais lojas de brinquedos de São Paulo, a PBKids e a Hi Happy, venderam todas as unidades. Bendita polêmica! Na Alemanha, onde foi lançado em fevereiro de 2006 pela Kosmos, maior fabricante européia de jogos de tabuleiro, o produto agradou. Já foram vendidos 6 mil unidades, uma boa média para o País, e o “Jogo da Fronteira” entrou na lista dos 10 mais recomendados do ano.
Detalhe importante do Jogo da Fronteira: quando algum participante declara exatamente o que tem na bagagem e o policial desconfia e pede para ver a mercadoria, o jogador honesto tem direito a indenização. Eis aí o produto funcionando como uma ferramenta de ensino, como disse Halaban. A Receita mantêm-se irredutível. “Fazemos parte do Programa Nacional de Educação Fiscal, que tem por objetivo ensinar noções de cidadania e a importância do cumprimento das leis. Aí vem um jogo e ensina a criança a pagar propina”, declarou, no final de 2006, Cesar Augusto Barbiero, superintendente da 7º Região Fiscal da Receita Federal. Já para os pais da idéia, tudo não passa de tempestade num copo d´água. “É só uma brincadeira de faz de conta”, brinca Halaban.
fiscalização tributária do País em 2007 foi proibir a comercialização de um jogo de tabuleiros, indicado para crianças a partir de nove anos de idade. Motivo do veto: a Receita alega que o “Jogo da Fronteira”, produzido pela Estrela, ensina a garotada a subornar autoridades. Na brincadeira, os participantes atravessam uma fronteira imaginária controlada por um policial e, para entrar em outro País com a mercadoria (bananas, camisetas, cigarros, bebidas), precisam, muitas vezes, recorrer ao velho “jeitinho brasileiro”. Com o sinal verde da autoridade, o negociante pode comercializar seus produtos. Ganha quem tiver mais dinheiro no final do jogo. Os defensores do brinquedo acham a reação da Receita Federal exagerada. “Se é verdade que um jogo molda o comportamento das pessoas, então os educadores estão perdendo a oportunidade de usá-lo como ferramenta de ensino”, diz o empresário Sérgio Halaban que, ao lado de André Zats, assina a criação do Jogo da Fronteira. Eles são donos da SB Jogos, empresa que licenciou o produto para a Estrela. “De qualquer forma, esse veto é um problema entre a Estrela e a Receita”, afirma Halaban.Precavida, a fabricante suspendeu as vendas do jogo no final do ano passado. A Receita, por sua vez, deve encaminhar nos próximos dias um pedido ao Ministério Público e à Polícia Federal para que determinem o recolhimento de eventuais unidades que ainda estejam sendo vendidas nas lojas. DINHEIRO procurou a Estrela e a Receita nesta primeira semana do ano e não encontrou porta-voz para falar sobre o assunto. “Se o jogo for tirado do mercado vai ser ruim. Se ficar só na polêmica vai ser bom”, diz Halaban. Por enquanto, o placar está favorável aos inventores. Duas das principais lojas de brinquedos de São Paulo, a PBKids e a Hi Happy, venderam todas as unidades. Bendita polêmica! Na Alemanha, onde foi lançado em fevereiro de 2006 pela Kosmos, maior fabricante européia de jogos de tabuleiro, o produto agradou. Já foram vendidos 6 mil unidades, uma boa média para o País, e o “Jogo da Fronteira” entrou na lista dos 10 mais recomendados do ano.
Detalhe importante do Jogo da Fronteira: quando algum participante declara exatamente o que tem na bagagem e o policial desconfia e pede para ver a mercadoria, o jogador honesto tem direito a indenização. Eis aí o produto funcionando como uma ferramenta de ensino, como disse Halaban. A Receita mantêm-se irredutível. “Fazemos parte do Programa Nacional de Educação Fiscal, que tem por objetivo ensinar noções de cidadania e a importância do cumprimento das leis. Aí vem um jogo e ensina a criança a pagar propina”, declarou, no final de 2006, Cesar Augusto Barbiero, superintendente da 7º Região Fiscal da Receita Federal. Já para os pais da idéia, tudo não passa de tempestade num copo d´água. “É só uma brincadeira de faz de conta”, brinca Halaban.
sábado, 20 de outubro de 2007
Proibir venda de bebida nas estradas.
RIO - A proposta do governo de proibir a venda de bebidas alcoólicas à beira da estrada é vista com bons olhos por leitores e especialistas ouvidos pelo GLOBO ONLINE. Eles argumentam, no entanto, que não basta ter a lei sem que haja uma fiscalização rigorosa. E vão além: defendem uma punição mais severa para o motorista que for pego dirigindo embriagado. (Você concorda com a proibição? Opine também)
- A questão é mais grave. A fiscalização e o policiamento são relativamente baixos. Tirar o álcool das estradas é importante, mas é fácil "abastecer-se" em lugares próximos - alerta o leitor Augusto Manuel Carvalho.
Grace Monteiro, coordenadora de Educação do Detran, também questiona a eficácia da medida, mas aprova a iniciativa, uma vez que as campanhas de conscientização não estão surtindo efeito.
-As pessoas sabem que não pode beber e dirigir, mas continuam colocando a própria vida e de terceiros em risco. As campanhas educativas estão por toda a parte, mas parece que não bastam se não tiver punição ou medidas restritivas, como esta. Agora, junto com a medida é importante que haja fiscalização, porque se o motorista realmente quiser beber, ele vai fazer isso antes de colocar o pé na estrada - afirma.
Restrição similar já está em vigor nas estradas administradas pelo governo de São Paulo. No Espírito Santo, também já foi sancionada uma lei - que entra em vigor no mês que vem - proibindo a venda de bebidas alcoólicas em lojas de conveniência de postos à beira das estradas estaduais. No Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral também já avisou que enviará para a Assembléia Legislativa (Alerj) um projeto semelhante.
O engenheiro Fernando Diniz, que perdeu um filho em acidente de trânsito em 2003, lembra que a proposta do governo se refere apenas às rodovias federais e ressalta a importância de se endurecer a legislação.
" Tem que educar e reprimir, mas tem que endurecer a lei "
- Tudo que for feito para diminuir as estatísticas é válido. Mas o que tem que fazer é mudar o comportamento do homem. Se não consegue mudar, tem que ser com multa, prisão. Tem que educar e reprimir, mas tem que endurecer a lei - avalia Fernando, representante do movimento "Prosseguir é preciso".
Muitos internautas também compartilham da mesma opinião, como ilustra o depoimento abaixo:
- Em pouco tempo estarão nos proibindo até de dirigir em estradas. O caminho é a prevenção, através da modificação do dispositivo legal que regula a embriaguez ao volante, prevendo punição mais severa - opina o leitor Jordan Rogatte de Moura.
Grace Monteiro aponta o exemplo de outros países, como os EUA, onde dirigir embriagado é crime. E lembra o caso do ator Kiefer Sutherland, do seriado "24 horas", que foi condenado a 48 dias de prisão, no mês passado, em Los Angeles.
- Aqui no Brasil, as pessoas ficam achando que é uma infração menor. Mas é um crime. Se você dirige embriagado, assume o risco de cometer um crime - afirmou.
Para diminuir a impunidade, Fernando Diniz defende a adoção de penas alternativas a motoristas infratores. A proposta - já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara - prevê a prestação de serviços em ambientes relacionados ao resgate, atendimento ou recuperação de vítimas.
- É injusto que paguem com cesta básica ou serviço comunitário - avalia.
Ao mesmo tempo, a Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, criada em 2003 e que reúne 210 deputados, está se mobilizando para incluir com mais clareza, no Código Brasileiro de Trânsito, o conceito de crime doloso (intencional) em acidentes de trânsito.
- A questão é mais grave. A fiscalização e o policiamento são relativamente baixos. Tirar o álcool das estradas é importante, mas é fácil "abastecer-se" em lugares próximos - alerta o leitor Augusto Manuel Carvalho.
Grace Monteiro, coordenadora de Educação do Detran, também questiona a eficácia da medida, mas aprova a iniciativa, uma vez que as campanhas de conscientização não estão surtindo efeito.
-As pessoas sabem que não pode beber e dirigir, mas continuam colocando a própria vida e de terceiros em risco. As campanhas educativas estão por toda a parte, mas parece que não bastam se não tiver punição ou medidas restritivas, como esta. Agora, junto com a medida é importante que haja fiscalização, porque se o motorista realmente quiser beber, ele vai fazer isso antes de colocar o pé na estrada - afirma.
Restrição similar já está em vigor nas estradas administradas pelo governo de São Paulo. No Espírito Santo, também já foi sancionada uma lei - que entra em vigor no mês que vem - proibindo a venda de bebidas alcoólicas em lojas de conveniência de postos à beira das estradas estaduais. No Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral também já avisou que enviará para a Assembléia Legislativa (Alerj) um projeto semelhante.
O engenheiro Fernando Diniz, que perdeu um filho em acidente de trânsito em 2003, lembra que a proposta do governo se refere apenas às rodovias federais e ressalta a importância de se endurecer a legislação.
" Tem que educar e reprimir, mas tem que endurecer a lei "
- Tudo que for feito para diminuir as estatísticas é válido. Mas o que tem que fazer é mudar o comportamento do homem. Se não consegue mudar, tem que ser com multa, prisão. Tem que educar e reprimir, mas tem que endurecer a lei - avalia Fernando, representante do movimento "Prosseguir é preciso".
Muitos internautas também compartilham da mesma opinião, como ilustra o depoimento abaixo:
- Em pouco tempo estarão nos proibindo até de dirigir em estradas. O caminho é a prevenção, através da modificação do dispositivo legal que regula a embriaguez ao volante, prevendo punição mais severa - opina o leitor Jordan Rogatte de Moura.
Grace Monteiro aponta o exemplo de outros países, como os EUA, onde dirigir embriagado é crime. E lembra o caso do ator Kiefer Sutherland, do seriado "24 horas", que foi condenado a 48 dias de prisão, no mês passado, em Los Angeles.
- Aqui no Brasil, as pessoas ficam achando que é uma infração menor. Mas é um crime. Se você dirige embriagado, assume o risco de cometer um crime - afirmou.
Para diminuir a impunidade, Fernando Diniz defende a adoção de penas alternativas a motoristas infratores. A proposta - já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara - prevê a prestação de serviços em ambientes relacionados ao resgate, atendimento ou recuperação de vítimas.
- É injusto que paguem com cesta básica ou serviço comunitário - avalia.
Ao mesmo tempo, a Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, criada em 2003 e que reúne 210 deputados, está se mobilizando para incluir com mais clareza, no Código Brasileiro de Trânsito, o conceito de crime doloso (intencional) em acidentes de trânsito.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Atuação pífil ou não?
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Paranóia da boa
13.10.2007
A hoteleira Norma Bühler acha que só apelando para motivos transcendentais é possível explicar a sua obsessão em dar destinos certos ao lixo: “Eu devo ter sido desovada em alguma lixeira em outra encarnação”, diz. Comandando com três irmãos o hotel herdado da famíla na região de Visconde de Mauá, na Serra da Mantiqueira, entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, Norma deu jeito de não deixar com que resíduo algum saia de seu estabelecimento para um lixão ou aterro sanitário da região. O hotel Bühler simplesmente não produz lixo.
A hoteleira Norma Bühler acha que só apelando para motivos transcendentais é possível explicar a sua obsessão em dar destinos certos ao lixo: “Eu devo ter sido desovada em alguma lixeira em outra encarnação”, diz. Comandando com três irmãos o hotel herdado da famíla na região de Visconde de Mauá, na Serra da Mantiqueira, entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, Norma deu jeito de não deixar com que resíduo algum saia de seu estabelecimento para um lixão ou aterro sanitário da região. O hotel Bühler simplesmente não produz lixo.
O material orgânico vai para algum dos várias composteiras que são mantidas nos fundos, perto dos viveiros de animais estão pavões, patos e gansos. Depois de passarem pelo processo de decomposição, o material vira adubo que é usado na horta e nos jardins do hotel. As composteiras são uma idéia muito simples, que no entanto não têm sido tão aplicadas quanto poderiam. Podem assumir várias formas diferentes, e no caso do hotel de Norma, são grandes caixas de concreto com furos para facilitar a passagem do ar e permitir a decomposição do material por microorganismos. (decomposteiro1)
“Esse resíduo doméstico leva em torno de três a quatro meses para se decompor”, explica. No início, costuma demorar um pouco mais, mas conforme o lixo novo vai sendo misturado ao que já está pronto, acelera-se o processo. “E é o melhor adubo que se pode ter”, diz ela, que começou aos poucos a estudar o assunto, há menos de dez anos e contou, no início, com a consultoria de um biólogo. Hoje várias técnicas diferentes de compostagem são empregadas, com diferentes sistemas de circulação do ar (foto). “Nós começamos a experimentar”, conta ela. Entre outras técnicas de reaproveitamento de rejeitos, a gordura do hotel vira sabão nas mãos de um funcionário que agregou a tarefa às suas funções. Tudo o que seria jogado fora ganha algum uso nas mãos da empresária. Os recicláveis são doados a uma instituição preparada para recebe-los (a Pestalozzi de Resende). E pilhas, papéis metálicos e outras coisas não-recicláveis são criativamente “emparedados”: desaparecem no interior de tijolos sempre que uma nova obra é feita no hotel. E enquanto isso não acontece, permanecem estocados em grandes sacos separados. Interesse Pelo que Norma Bühler lembra, ela sempre se interessou pelo tema “lixo”. Nada que a tivesse marcado profundamente, só simples interesse. Tanto que, um dia, há cerca de oito anos, tomou a iniciativa de visitar os lixões da região onde vive. E ficou tão horrorizada, que resolveu não mandar mais nada para lá. “Aí comecei a pesquisar o que podia ser reciclado, para onde podia mandar o material”, diz. Na época, falava em “Lixo zero”. Mas chegou à conclusão de que nem tudo podia ser aproveitado – tudo aquilo que hoje é embutido nas paredes – e passou a chamar seu projeto de “Lixo mínimo”, nome que serviu inclusive de título a um livro sobre a experiência escrito pela jornalista e vizinha de Silvia Costa.
Quem passeia pelo hotel não necessariamente nota que qualquer coisa de diferente esteja acontecendo nos seus bastidores. A não ser pelas latas com recipientes para lixo orgânico e inorgânico, o Bühler é um hotel “de campo” como outro qualquer. Tem piscinas, sala de jogos, restaurante, chalés. Tudo, no entanto, ganha outro significado quando o passeio é feito ao lado de Norma. Ela anda apontando de tempos em tempos para suas pequenas intervenções na área. Além das lixeiras, um decomposteiro pequeno – que mais parece um vaso – decora o jardim, para mostrar que não é preciso muito espaço no emprego da técnica. E cascas de frutas comidas no café da manhã são deixadas em “gaiolas” abertas para atrair passarinhos. “Até tucanos já apareceram”, diz ela, que não se preocupa em registrar nada em números, como pesos e economias. “O meu negócio é resolver as coisas. Se fosse homem, tinha tudo esquematizado”, diz. O lixo reciclável já chega separado e lavado à Pestalozzi. Tudo se tornou rotina no trabalho dos funcionários. E, de certa forma, dos hóspedes. Segundo Norma, são poucas as pessoas que resistem a participar do esquema de separação do lixo nos quartos, onde há também lixeiras para cada tipo. A preocupação de Norma está em cada detalhe. Os filtros de cigarro, por exemplo. Todos os que são recolhidos nos cinzeiros do hotel vão para um “túmulo” especial, acima do qual está escrito o seu tempo de decomposição (10 a 20 anos). Ela confessa que exagera um pouco. “As pessoas não precisam ser como eu, tão paranóica”, diz. E tenta mostrar a outros proprietários de hotel que não é tão difícil implantar medidas para se tornar um pouco mais limpo. Nem sempre com sucesso. “Estou indo fazer uma série de palestras em cidades do Sul, mas não consigo convencer a minha vizinha a separar o lixo”, conta. Pior para ela.domingo, 14 de outubro de 2007
Festa de arromba...
Éh pessoal, vou dar uma forcinha a esses meus primos (Diego e Charles) organizadores de eventos....rsrsrs
No próximo dia 28/10, vai rolar no sítio Recanto Show - Tanguá , a festa que irá parar a cidade!
Me refiro a festa, cujo o título é A FIRMA É FORTE...
Atrações:
>>>>>EQUIPE DE SOM FARAÓ<<<<<
>>DJ's
• DJ LEANDRO
• DJ CHAMBINHO
>>MC's
• MC TICÃO
• MC ALEXANDRE
• MC SMTIH
• MC DARDINHO
• MC TATIANO
• MC DIEGO
• MC UDSON E L O
** Tocando todos os hitmos da noite e muito mais...!!!**
Não deixem de ir...Qualquer informação entrar em contato com:
- Diego-7847-2417 (iD 81*39615)
- Charles-7831-6818 (iD>8*44687)
Um abraço para todos...
No próximo dia 28/10, vai rolar no sítio Recanto Show - Tanguá , a festa que irá parar a cidade!
Me refiro a festa, cujo o título é A FIRMA É FORTE...
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